Novos valores homologados pela ANEEL entram em vigor no momento em que Cergral e Cooperzem concluem o maior investimento conjunto de sua história.
Os consumidores atendidos pela Cergral terão redução média de 47,06% nas tarifas de energia elétrica, conforme o Despacho nº 3.769/2026 da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). Os novos valores entraram em vigor na quarta-feira, dia 30 de setembro, e seguem vigentes até 29 de setembro de 2027.
Com o reajuste, a tarifa residencial convencional B1 da Cergral passou para R$ 0,4903 por kWh, considerando a soma da Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição (TUSD) e da Tarifa de Energia (TE), sem tributos. Na Cooperzem, parceira da Cergral nos investimentos regionais, o valor é de R$ 0,4840 por kWh.
O resultado coincide com a conclusão de investimentos conjuntos de mais de R$ 60 milhões em infraestrutura energética, que incluem a nova subestação 138 kV, a linha de 138 kV, o bay de conexão ao Sistema Interligado Nacional e o Centro de Operação e Distribuição (COD).
A nova estrutura ampliou a autonomia operacional, a capacidade e a segurança energética das áreas atendidas pelas cooperativas, além de criar condições para uma operação mais eficiente. Paralelamente, Cergral e Cooperzem mantêm investimentos na modernização de suas próprias redes de distribuição, com novos equipamentos, automação, monitoramento remoto e melhorias voltadas à continuidade e à qualidade do fornecimento.
Para o presidente da Cergral, João Vânio Mendonça Cardoso, o Vaninho, o momento mostra que investir na estrutura e gerar resultado para o consumidor caminham juntos. "Planejamos essa obra olhando para o futuro da nossa região. Buscamos mais autonomia, capacidade e segurança, mas também eficiência. Investir na estrutura, melhorar a operação e entregar um resultado que chega à conta de quem vive, trabalha e produz em nossa área de atendimento é o que move o cooperativismo", afirma.
Na avaliação do presidente da Cooperzem, Marcelino Gabriel Heerdt, a atuação conjunta permitiu que as duas cooperativas realizassem um empreendimento de grande porte e ampliassem os benefícios para as comunidades atendidas. "Esta conquista mostra a força da cooperação. Ao unirmos planejamento, conhecimento técnico e recursos, conseguimos construir uma infraestrutura que atende às necessidades atuais e prepara a região para crescer", destaca.
Como funciona o reajuste
As tarifas de energia são homologadas pela ANEEL e consideram diferentes componentes relacionados à prestação do serviço de distribuição. No caso da Cergral, a Agência estabeleceu que o reajuste de -47,06% corresponde ao efeito tarifário médio a ser percebido pelos consumidores, usuários e agentes supridos pela cooperativa.
O percentual médio, no entanto, não significa necessariamente que todas as contas terão redução exata de 47,06%. O valor pago por cada consumidor depende, entre outros fatores, da modalidade e classe tarifária, do consumo registrado, dos tributos e da bandeira tarifária vigente. O próprio despacho da ANEEL prevê que os adicionais das bandeiras amarela ou vermelha, quando acionadas, sejam acrescentados à Tarifa de Energia.
Investimento que permanece na região
A atuação conjunta permitiu viabilizar um dos maiores investimentos já realizados pelas cooperativas, ao mesmo tempo em que ambas seguem modernizando suas redes e buscando eficiência na operação. É a lógica do cooperativismo aplicada também à infraestrutura: unir esforços para ampliar a capacidade de investimento e transformar os resultados em benefícios para cooperados, consumidores e comunidades.